Agora vou falar um pouco sobre curiosidades!
O “vómito” em causa é, na realidade “âmbar
de baleia” e é um produto da vesícula biliar que pode ser encontrado no
intestino do cachalote (Physeter macrocephalus). O matérial é
frequentemente encontrado envolvendo os bicos das lulas de que a espécie
se alimenta e que não são digeridos, tendo sido sugerido que a sua
função é impedir que estes perfurem o intestino durante os mergulhos dos
animais a zonas muito profundas, onde a pressão é maior.
O âmbar de baleia é normalmente expulso com
as fezes mas, quando forma sólidos de grandes dimensões, pode ser
expelido pela boca, o que explica que seja normalmente conhecido como
“vómito de baleia”.
Normalmente, quando excretado pelos
animais, o âmbar de baleia é uma substância maleável, com um cheiro
intenso a excremento que flutua nos oceanos. No entanto, a exposição
prolongada ao sol e à água salgada transforma-o numa “rocha” com uma
textura semelhante à da cera e que possui um cheiro adocicado.
Historicamente, o âmbar de baleia tem sido
utilizado em perfumaria como fixante dos aromas. No entanto, atualmente,
é utilizada uma versão sintética deste material, não só dada a sua
raridade, mas também porque, sendo um produto de uma espécie
"Vulnerável" de acordo com Lista Vermelha das Espécies Ameaçadas da
IUCN, a sua comercialização é proibida ao abrigo da convenção CITES, que
regula o comércio internacional de espécies ameaçadas.
Ken Wilman encontrou o valioso produto
natural, que tem sido apelidado de “ouro flutuante” quando estava a
passear com a sua cadela na praia, que se deteve a cheirar a massa
sólida de 3 kg. “Quando lhe peguei e a cheirei voltei a pousá-la e
pensei ‘uh’. Tem um cheiro almiscarado, mas quanto mais se cheira, mais
agradável se torna o cheiro”, afirma.
O âmbar de baleia também já foi utilizado na produção de afrodisíacos.
Fonte: www.bbc.co.uk
Nenhum comentário:
Postar um comentário